Não li o trabalho, assim não posso dizer se os pacientes estudados são aqueles internados em enfermarias (ou quartos) ou em unidades de cuidados intensivos.
Realmente este tipo de erro ocorre em qualquer lugar, a diferença está na ação que se toma para diminuir estes problemas.
Não acredito na falta de preparo por parte do profissional, que em seus estudos universitários aprendem desde como se administra cada tipo de medicamento como também as doses e efeitos adversos.
A pressa, a distração ou descaso, podem ser um dos problemas.
Aqui no Brasil quando algo deste tipo acontece, raramente gera um processo e quando este é instalado se demora anos para uma batida de martelo em favor do paciente, se o mesmo sobreviver é claro.
Hospitais privados, que fazem tanta propaganda, poderiam estar fora desta lista se utilizassem um sistema informatizado (o equipamento deve custar entre 90.000 a 150.000 euros) que não apenas marca o medicamento com os dados do paciente, como também a dose prescrita e quem ministrou o fármaco. Da mesma forma podem se informatizar macas, cadeiras de rodas e equipamentos diversos, para se saber onde as coisas se encontram e no caso de necessidade solicitar o que estiver mais próximo, por exemplo um desfibrilador cardíaco ou um equipamento de ventilação mecânica portátil.
Tecnologia para estas coisas existem, mas infelizmente a prevenção não é uma alternativa quando se trata de lucros imediatos.
Eu acredito sim na falta de preparo dos profissionais, por mais que tenham feito um curso universitário, hoje em dia com uma imensidão de faculdades e cursos aprovados ou não pelo MEC, como temos uma faculdade de medicina da região sul que já foi noticiada na televisão e não tem aprovação do MEC, como tantas outras. Alunos estão sendo formados em larga escala e como podemos avaliar o nível de instrução deste profissional se nem ao menos o MEC consegue ter controle???Quem nos garante que o que tais profissionais nos orientam a fazer é realmente o que devemos fazer???
ResponderExcluirOu mesmo até, pode estar certo o que eles dizem, mas o imediatismo no qual vivemos e convivemos deixa tais profissionais terem tempo para fazer suas explicações de modo que o paciente entenda o que estão falando???Eles falam a língua do povo???