Portaria vai permitir que bolsistas matriculados em programas de pós que recebem fomento de agências possam receber remuneração de outras fontes. O documento foi assinado nesta quinta-feira, dia 15, pelos presidentes da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Jorge Guimarães e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Carlos Alberto Aragão.
Esta Portaria veio, apesar de atrasada, trazer transparência para muitas pessoas. Muitos bolsistas de agências de fomento possuem trabalho remunerado, mas omitem tal trabalho para não perderem a bolsa.
Infelizmente em instituições públicas de ensino esta omissão é prejudicial para a imagem da Instituição, do bolsista e do orientador. Claro que nem todos os orientadores sabem que seu aluno possui atividade remunerada (mais também não vão atrás), mas outros sabem.
Espero que esta nova Portaria possa trazer um equilíbrio entre aqueles que não trabalham e precisam da bolsa e aqueles que já trabalham (ou possuem respaldo de seus pais) e usam a bolsa para comprar laptop’s, carros entre outros.
Agora pergunto se aqueles que estavam na clandestinidade, ou seja, trabalhavam sem (ou com) o conhecimento de seu orientador irão devolver o dinheiro da bolsa?