Na página de Tendências e Debates do jornal Folha de São Paulo de 05/04/2012 do Sr. Carlos Henrique de Brito Cruz, a colocação sobre os obstáculos para o ensino superior foi uma reportagem interessante.
Sua análise do número de concluintes em 2005 demonstrou uma redução da taxa de crescimento deste grupo. Excluindo os concluintes dos cursos de Ensino a Distância (EAD) foram observados os seguintes dados: de 1995 a 2005 os concluintes de instituições públicas cresceu 8,3% ao ano e de 2005 a 2010 houve uma queda de -2,2% ao ano.
Unindo o ensino público e o privado a taxa de crescimento até 2005 foi de 10,9% ao ano, caindo para 6,3% ao ano no período de 2005 a 2010.
Na pós-graduação a coisa não foi diferente. Para se ter uma idéia o Plano Nacional de Pós-graduação da CAPES, de 2005, tinha uma estimativa de titular 16.295 doutores no ano de 2010, contudo titulou aproximadamente 11.300.
Estes dados alertam para a dificuldade de desenvolver um ensino superior de qualidade e tal situação pode ser observada pelos docentes das diversas instituições pública e privada. É notório que a qualidade do corpo discente vem caindo, muito provavelmente por conta de um ensino médio de qualidade. É muito fácil se falar que nosso ensino está melhorando, uma vez que os jovens, e sua maioria, estão literalmente passando pelo ensino médio. Este quando chegam em uma instituição de nível superior se deparam com uma maior dificuldade de aprendizado, turma que iniciam com 90 alunos chegam com menos da metade no segundo ano e cai mais ainda no 3º. ano. O que leva a uma junção de turmas. Assim, nenhum país necessita apenas de doutores outros níveis são necessários para o crescimento e estimular estes níveis é o desafio.