Não, não é um jogo de futebol ou algo parecido.
É o caso do tal Battisti que o nosso querido ex-presidente fez questão de deixar o pepino para sua sucessora.
Battisti está preso no Brasil desde 2007.
Alguma coisa está errada. O tal Battisti foge de Milão (Itália), no final da década de 1970, e vai para o México, pergunta: por que ele não pediu asilo político no México? Ao invés disto foge para a França em 1990 onde é beneficiado pelo governo do presidente François Mitterrand, que segundo a lei nenhum ex-ativista poderia ser extraditado se abandonasse a luta armada. Contudo após a saída de Mitterrand a justiça francesa decide pela extradição. Nada tonto Battisti foge para onde? Brasil, onde fica livre de 2004 até 2007, em 2007 é preso no Rio. Em 2009 o gênio Tarso Genro, então Ministro da Justiça concede refúgio político para Battisti.
Ainda em 2009, o caso de Battisti foi julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a extradição, mas a decisão final seria do presidente, e nosso ex-presidente fez o que fez.
Agora os advogados (como assim os advogados?) querem que o Sr. Battisti seja solto, o que não deixam de ter razão.
Sinceramente não estou preocupado se anularem a decisão do ex-presidente, pois como tudo por aqui cai no esquecimento e além do mais o que deveria valer é a decisão do STF (afinal é supremo, ou não?).
Este início de ano estive na Itália e vi a revolta das pessoas e muitas me perguntavam como o Brasil poderia encobrir um assassino. Minha única resposta foi: “vi ricordarte Ronald Biggs” (vocês lembram de Ronald Biggs)?
A foto abaixo demonstra a alegria de se estar no Brasil.
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Foto: José Cruz/Agência Brasil
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