sexta-feira, setembro 24, 2010

RESTAURAÇÃO DA FUNÇÃO OVARIANA

A utilização de células mesenquimais em um estudo realizado pelo “National Research Center”, do Cairo, Egito, conseguiu restaurar a função ovariana de ratas estéreis mediante injeção de células-tronco mesenquimais. Os dados foram recentemente apresentados no Congresso Mundial sobre Fertilidade e Esterilidade, realizado em Munich (Alemanha).

A descoberta trás uma luz para as mulheres portadoras de falência ovariana prematura (FOP), que poderão conceber seus próprios filhos (as).

Aproximadamente 1% das mulheres com menos de 40 anos em todo o mundo possuem FOP, uma condição comumente denominada de “menopausa prematura”, na qual o funcionamento normal dos ovários cessa prematuramente deixando, também, de produzir hormônios ovarianos.

O estudo foi desenvolvido utilizando 60 ratas (incluindo controle e Sham), parte dos animais um agente químico que induz a FOP e após constatar a presença da condição aplicaram o tratamento.  Após duas semanas as tratadas voltaram a ter sua função ovariana normal e após 8 semanas os níveis hormonais eram iguais aos controles.

H1N1

Em estudo realizado pela Agência de Ciência, Pesquisa e Tecnologia de Singapura e publicado na Emerging Infectious Diseases (deste mês), demonstrou que o vírus H1N1 pode sofrer mutação para formas resistentes em apenas 48 horas. Tal observação foi realizada em uma mulher que se infectou com o vírus e o mesmo mutou para uma forma resistente aos efeitos do oseltamivir (ou Tamiflu, nome comercial).
Esta informação é importante quando lembramos do ocorrido em 2009. Os médicos devem ter em mente e principalmente atenção no que diz respeito a limitação no uso de medicamentos para o tratamento da gripe A.

Este vírus é altamente propenso a mutações e a maioria das cepas desenvolveram resistência contra medicamentos antigos (amantadina e rimantadina). Uma mutação genética em particular foi detectada, chamada de H275Y, e esta é a que confere resistência ao oseltamivir.

DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA (DPOC)

Há algumas semanas o Congresso da Sociedade Respiratória Européia (European Respiratory Society – ERS), realizado em Barcelona (Espanha), acolheu a apresentação do roflumilast (primeira novidade farmacológica em 20 anos), novo fármaco que consegue prevenir as exacerbações nos portadores mais graves de DPOC (210 milhões de paciente no mundo).

Os dados apresentados colocam em manifesto que a DOPC é uma doença subdiagnosticada (73%) e seu impacto sobre as pessoas que a apresentam está subestimado, tanto para pacientes quanto para médicos. Informação retirada da pesquisa Hidden Depths of COPD (patrocinada por Nycomed) com 2.000 pacientes com DPOC e 1.400 médicos.

Os resultados demonstram que as exacerbações afetam de forma notável a capacidade do paciente para desempenhar suas atividades de vida cotidiana, tendo grande impacto sobre seu bem-estar social e familiar.

Deve-se lembrar dos efeitos das exacerbações da DPOC em longo prazo, quanto a hospitalização e mortalidade, são maiores que o infarto do miocárdio, apesar de que muitos médicos e pacientes acreditem no contrário.

ELEIÇÕES CHEGANDO

Este será provavelmente o último “post” referente ao tema.

Desta vez quero perguntar a vocês uma coisa.

Vocês repararam que a cada 2 anos temos eleições para alguma coisa, não é estranho?

Outra coisa, vocês repararam também, que somente durante esta época é que trem e metrô dão problema? Além disto, nos caminhos que faço pela cidade notei que desde a semana passada começaram um “mutirão” para pintar faixas de pedestres?