sábado, outubro 23, 2010

ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS

Estamos nos aproximando do segundo turno das eleições e o que eu vejo é uma série de falatórios sobre os candidatos por parte dos mesmos e o pouco esclarecimento por parte da justiça.

Também vejo reclamações e desconfianças referentes as pesquisas de opinião sobre as quais AGORA políticos e imprensa rejeitam ou colocam em dúvida os números.

Muito me admira tantos que se dizem inteligentes, após anos de pesquisas contendo 1.000 ou 2.000 pessoas influenciando 130 milhões. Do nada as pessoas tiveram um lampejo de inteligência e começaram a questionar tais pesquisas de intenção de voto.

Começa pelo próprio nome, pesquisa de intenção. Eu dizer para alguém que vou votar no fulano, não significa que na hora da votação eu opte pelo cicrano. Esta variável é pouco mensurável.

Assim sendo, tendo como cenário os que se apresentam fica difícil escolher, pois todos tem muitas promessas e poucas ações efetivas.

Por conta do bendito voto, obrigatório, diga-se de passagem, temos que engolir pseudo-administradores, que certamente estão mais preocupados em administrar seus bolsos do que o país. A maioria das pessoas consegue administrar seu dinheiro, mais dê a ela o dinheiro alheio e verá o que pode acontecer.

PÓS-TERREMOTO

Notamos uma diferença tremenda entre países que crescem e os que acham que crescerão. No primeiro caso temos o Chile, que sofreu um  terremoto em 27 de fevereiro e em seguida com a crise dos mineiros. E aí estão eles! Firmes e Fortes! Recebem ajuda internacional e o governo trabalha em benefício da população. No segundo caso temos o Haiti, arrasado pelo terremoto (14/01/2010) que custou centenas de vidas e que governantes do mundo todo prometeram não esquecer.

Pois bem. Dez meses se passaram no caso do Haiti e o país segue cada dia pior. Agora aproximadamente 140 pessoas morreram (na região de Artibonite Bajo, Porto Principe) em conseqüência do surto de diarréia aguda.

Minha primeira indignação se refere ao fato de existirem tantos “experts” e nenhum deles pode ao menos prever que aconteceria uma epidemia, pois se calcula a existência de mais de 1.500 pessoas infectadas.
O trabalho está sendo realizado de forma precária por grupos de profissionais em saúde. Começar agora a distribuir comprimidos potabilizadores de água é surreal. Tal medida deveria ter sido tomada há uns dois meses.

Minha segunda indignação se refere a imprensa, que simplesmente esqueceu o Haiti. Onde está a imprensa que tanto reclama da redução de sua liberdade em informar?