Na investigação publicada na revista Nature com a participação de Eva González (primeira autora), do Instituto de Investigações Biomédicas de Bellvitge (IDIBELL), demonstrou que proteínas implicadas no metabolismo ósseo estão relacionadas com o câncer de mama induzido por hormônios.
O estudo demonstra que a proteína RANK e a molécula que permite que a proteína realize sua função (ligando RANK ou RANKL) estão implicadas na formação de tumores mamários. Estudos prévios demonstraram a importância das proteínas RANK na formação de tecido dos ossos e que a inibição de RANKL é efetiva para o tratamento de patologias relacionadas com os ossos como a osteoporose e as metástases ósseas.
De acordo com Eva estudos realizados durante os últimos anos em ratas tinham demonstrado que uma correta regulação de RANK/RANKL é essencial para o desenvolvimento da glândula mamária, mas até o momento não existiam evidências de sua implicação no câncer de mama.
Para o estudo os cientistas desenvolveram animais que produziam grandes quantidades da proteína RANK no tecido mamário. Observou-se que estes animais eram mais suscetíveis a sofrer lesões pré-tumorais e tumores mamários, tanto espontâneos como induzidos com a combinação de mutagênicos e o hormônio progesterona.
Além disto, a inibição da via RANKL, com o uso de fármacos, atenuou a formação de tumores e lesões pré-tumorais nos animais que produziam grandes quantidades de RANK, mais também se observou o mesmo efeito em animais selvagens com níveis normais de RANK e RANKL. Em todos os casos os cientistas administraram altas doses de progesterona.
Em conjunto, os resultados sugerem que a inibição desta molécula poderia ser efetiva não apenas para o tratamento das metástases ósseas, como também no tumor primário de mama.
A descoberta é de grande importância, mais não elimina os cuidados que as mulheres devem continuar tomando em relação ao câncer de mama.