domingo, outubro 03, 2010

DIETA E GENOMA

O diretor do Laboratório de Nutrição e Genômica do “Human Nutrition Research” da Universidade de Tufts (Boston, EUA), José M. Ordovás acredita na necessidade da alimentação se adequar a genética familiar.

A idéia não deixa de ser interessante e provavelmente ocorrerá em um futuro não muito distante tendo em mente os avanços da nutrigenética e da nutrigenômica (pode acreditar que isto existe.).

A genética influencia em todo um universo individual e tal colocação pode ser observada nas pessoas que deixam seu país de origem para viver em outro país, no qual a alimentação é diferente. Assim o imigrante acaba tendo problemas de saúde o que leva a uma reorganização de sua dieta por parte do profissional de saúde (nutrólogo ou nutricionista) no sentido de se evitar doenças crônicas.

O mundo é fascinante, só temos que olhar pelas lentes corretas.

IDENTIFICADA UMA ASSOCIAÇÃO ENTRE O METABOLISMO ÓSSEO E O CÂNCER DE MAMA

Na investigação publicada na revista Nature com a participação de Eva González (primeira autora), do Instituto de Investigações Biomédicas de Bellvitge (IDIBELL), demonstrou que proteínas implicadas no metabolismo ósseo estão relacionadas com o câncer de mama induzido por hormônios.

O estudo demonstra que a proteína RANK e a molécula que permite que a proteína realize sua função (ligando RANK ou RANKL) estão implicadas na formação de tumores mamários. Estudos prévios demonstraram a importância das proteínas RANK na formação de tecido dos ossos e que a inibição de RANKL é efetiva para o tratamento de patologias relacionadas com os ossos como a osteoporose e as metástases ósseas.

De acordo com Eva estudos realizados durante os últimos anos em ratas tinham demonstrado que uma correta regulação de RANK/RANKL é essencial para o desenvolvimento da glândula mamária, mas até o momento não existiam evidências de sua implicação no câncer de mama.

Para o estudo os cientistas desenvolveram animais que produziam grandes quantidades da proteína RANK no tecido mamário. Observou-se que estes animais eram mais suscetíveis a sofrer lesões pré-tumorais e tumores mamários, tanto espontâneos como induzidos com a combinação de mutagênicos e o hormônio progesterona.

Além disto, a inibição da via RANKL, com o uso de fármacos, atenuou a formação de tumores e lesões pré-tumorais nos animais que produziam grandes quantidades de RANK, mais também se observou o mesmo efeito em animais selvagens com níveis normais de RANK e RANKL. Em todos os casos os cientistas administraram altas doses de progesterona.

Em conjunto, os resultados sugerem que a inibição desta molécula poderia ser efetiva não apenas para o tratamento das metástases ósseas, como também no tumor primário de mama.

A descoberta é de grande importância, mais não elimina os cuidados que as mulheres devem continuar tomando em relação ao câncer de mama.