Vários estudos demonstraram a existência de uma substância chamada bisfenol A em garrafas de plástico (PET), esta substância afeta os hormônios tanto masculinos quanto femininos, alterando seu funcionamento.
Uma equipe da Universidade Kyushu (Japão) encontrou a mesma substância conjugada com flúor, o bisfenol AF. O estudo foi publicado na “Environmental Health Perspectives” informando que o bisfenol AF possui afinidade pelos receptores de estrogênio alfa e beta, sendo 20 e 50 vezes, respectivamente, mais forte que o bisfenol A. O que se observou foi que a molécula (bisfenol AF) ativa o primeiro receptor como se fosse o próprio hormônio feminino e bloqueia o segundo, impedindo a ação hormonal. O resultado é um desequilíbrio que pode contribuir para o surgimento de cânceres reprodutivos.
Os estudos se dirigem no sentido de buscarem uma estimativa do nível de exposição a que estão sujeitos os usuários de água engarrafada em plástico
O importante também com este estudo, é nos lembrarmos que atualmente quase todas as embalagens são plásticas inclusive a de remédios, portanto, se em garrafas com água temos estes resultados imaginem com recipientes plásticos que contenham remédios, o que será que acontece em nosso organismo? São capazes de modificar o princípio ativo do medicamento?Como isto afeta o tratamento do paciente?São perguntas pertinentes para as indústrias que lucram com os recipientes plásticos, tantos fornecedores como compradores de tal material, lucrar é ótimo, mas arcar com os prejuízos é algo que ninguém quer, e assim caminha o mundo e a evolução.
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